E se tem algumas coisas que aprendi com o decorrer do tempo é que nós precisamos aprender a sermos felizes com o que a vida nos oferece. Na verdade, só podemos ser felizes com aquilo que temos nas mãos, pois ficar desejando e ansiando pelo que não temos só faz com que a existência ganhe tons tristes. E, para quem sofre pelo motivo que for, é sempre bom evitar novas angústias. Por isso o nome da coluna. E esse é meu intuito com ela: dividir experiências para que, juntos, possamos todos sermos felizes com o que temos.
Olá, pessoas. Sou Erik Ferreira Nunes, tenho 23 anos, sou gaúcho, escritor e o mais novo colunista do Tímidos e Solitários. À vocês, é um prazer lhes falar. À Dani Fuller, obrigado pela oportunidade.

Bom, minha pretensão com essa coluna é dividir experiências. O blog já faz um trabalho muito bom no estilo “autoajuda”. Um trabalho tão impecável, que eu me sentiria até mal em tentar me envolver: me sentiria um metido, um intruso... em time que está ganhando não se mexe. 

Entretanto, eu tenho muitas experiências a partilhar. Algumas divertidas, outras tristes, mas todas com um grande aprendizado (alguns tão grandes que eu ainda nem descobri direito...). E como eu sou alguém que aprende muito com a vida dos outros, achei que poderia trazer algum aprendizado com o que vivi, assim como aprender com vocês também.

E se tem algumas coisas que aprendi com o decorrer do tempo é que nós precisamos aprender a sermos felizes com o que a vida nos oferece. Na verdade, só podemos ser felizes com aquilo que temos nas mãos, pois ficar desejando e ansiando pelo que não temos só faz com que a existência ganhe tons tristes. E, para quem sofre pelo motivo que for, é sempre bom evitar novas angústias. Por isso o nome da coluna. E esse é meu intuito com ela: dividir experiências para que, juntos, possamos todos sermos felizes com o que temos.

Carência e dependência

Ganhei algumas horas pensando em um tema para tratar nesta primeira postagem. Ganhei, sim, porque pensar é sempre um ganho de tempo. De qualquer forma, nada me vinha... até uma conversa com uma amiga. Sobre dependência.

Não é mistério pra ninguém que os tímidos são dependentes. Não é fácil nos relacionarmos com as pessoas. Agora, para os que são também solitários, nossa! Dessa forma, nos agarramos tanto ao que for preciso para sentirmos cada vez menos essa sensação de vazio. Vemos as pessoas cada dia mais egoístas e individualistas, e isso provoca uma agonia. E o pior é quando, fragilizados, escutamos o brilhante conselho de “tens que ser mais autossuficiente”.

Mas se tem uma coisa que eu aprendi na vida é a observar as pessoas. Analisá-las, procurar entendê-las. Passo dissecando indivíduos o tempo todo, em todo o lugar. E notei uma coisa bem interessante: ninguém é autossuficiente. E mais: todas as pessoas do mundo são dependentes.

A diferença é que as pessoas tem percorrido um caminho estranho. Historicamente, falo. Elas tem se afastado do que realmente importa (que são as coisas vivas e com sentimentos) e dado valor para o que não faz nem mesmo sentido. Deixam a dependência das pessoas de lado, para tornarem-se viciadas. Viciadas em “ostentação”, pois caso sejam abandonadas por uma pessoa, haverão/virão outras no lugar. Viciadas na televisão, nos livros, na internet e em qualquer coisa que supra a necessidade de contato humano. Viciadas em químicos, sejam cigarros e bebidas ou drogas mais pesadas.

Quanto mais independente se é das outras pessoas, menos vida se tem. Que plenitude, que felicidade há em quem trabalha o dia todo? Em quem não tem família? Em quem só tem amigos para beber ou se drogar? Ou pior, amigos que só estão em volta pelo sexo? Pelas minhas observações, sou capaz de responder: nenhuma. Elas perdem a vida com o único intuito de se enganarem... por medo.

Medo e dependência

Se existe algo que eu aprendi é que, quando além nos discrimina ou nos recrimina, não é porque estamos errados. É porque essa pessoa tem medo. Medo de nós estarmos certos e ele errado. Medo da sociedade, da mídia e do status quo não serem reais. Medo por ser como nós, e ter os mesmos medos que nós temos de estarmos sozinhos e de sermos rejeitados.

Eu terminei um relacionamento há algum (pouco) tempo. E, depois de muito tempo, me dei conta disso: as pessoas não nos dão valor justamente por medo do poder que temos nas mãos. É difícil encarar a realidade nos nossos olhos e ter que negar que elas vivem na caverna, no meio das sombras.

Nós dependemos apenas daquilo que realmente é necessário pra viver: amor, carinho, respeito, companheirismo. E, mesmo quando suprimos essa carência com os vícios do mundo, nunca negamos quem somos e o porquê somos.

Logo, meus caros, esqueçam o medo da rejeição. As pessoas rejeitam-se primeiro, antes de nos rejeitar. Elas precisam mentir para elas mesmas, sobre quem e o que são, para depois tentar nos negar o direito de sermos como somos. Mas somos perfeitos como somos. Tão perfeitos quanto os outros se julgam perfeitos. E melhor essa timidez e solidão, que nos faz valorizar as pessoas que rompem nossas barreiras e se aproximam...  Antes assim, do que valorizar coisas que nunca nos darão carinho, amor e uma vida para viver.

Espero que tenham gostado. E espero que a Dani mantenha minha coluna aqui, para que eu possa continuar conversando com vocês. Um beijo e um abraço. Até a próxima!

Axact

Dani Fuller

Idealizadora do blog, é tímida e introvertida e em 2012 iniciou a mudança radical de mentalidade que permitiu iniciar sua própria revolução do "Ser eu Mesmo". Seu objetivo é ajudar o maior número de tímidos possíveis a também conquistarem sua independência metal e aprenderem que é possível amar seu jeito único de ser.

Qual sua opinião sobre isso?

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